Cancro do Pâncreas
O cancro do pâncreas não apresenta sintomas específicos, o que dificulta o diagnóstico precoce. Por se localizar na parte mais profunda do abdómen, atrás de outros órgãos, o tumor desenvolve-se muitas vezes sem sintomas, sendo difícil diagnosticá-lo na fase inicial.
Alguns dos sintomas mais frequentes são a perda de apetite e de peso, a falta de força e, por vezes, a diarreia.
Todos os anos surgem 500 novos casos de cancro do pâncreas em Portugal. O tumor , não dá sintomas precoces e por isso está entre os cancros mais mortíferos. Em regra, um doente de cancro do pâncreas tem uma taxa de sobrevivência de 20 por cento no primeiro ano.
A doença representa a quarta causa de morte por tumores na população masculina e a quinta nas mulheres.
Factores de risco
- Fumar
- Antecedentes familiares de cancro pancreático, mamário e/ou melanoma
- Dieta com gorduras e carnes em excesso
- Mais frequente em homens que em mulheres
- Doentes diabéticos (pode ser um primeiro sinal da doença)
- Exposição a carcinógenos como pesticidas, tinturas e derivados do petróleo
- Quantidades elevadas de bebidas açucaradas ou a base de concentrados (xaropes).
Sintomas
- Dor abdominal
- Pele amarela
- Prurido extenso (tipo alergia)
- Depressão
- Indigestão progressiva
Diagnóstico
- Tomografia computorizada (TAC)
- Ressonância magnética nuclear ou a ecografia do abdómen
- Biopsia.
Formas de tratamento
É necessário recorrer à cirurgia e, através dela, remove-se todo o tumor e os órgãos vizinhos (parte do estômago, duodeno e vesícula biliar). É efetuada somente em doentes que possuem um cancro localizado, sem metástases (localizações do cancro à distância). Nestes casos, o procedimento cirúrgico pode ser curativo. A quimioterapia e a radioterapia podem ser úteis ou associadas à cirurgia. Em casos mais avançados, são tratamentos adequados para reduzir o tumor e controlar a doença.
