Maiores Ditadores do Mundo

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Ao longo da História da Humanidade, foram vários os governantes que ficaram conhecidos como os maiores ditadores do mundo.

Nesta lista, ficará a conhecer os ditadores de sempre, isto é, os ditadores que provocaram o maior número de mortes de todos os tempos, através dos seus regimes marcados pelo terror.

Os 10 Maiores Ditadores da História

Mao Tse-Tung

Mao Tsé-Tung é considerado o maior ditador de sempre, sendo o responsável por cerca de 77 milhões de mortes. Presidente da República Popular da China entre 1949 e 1959, Mao Tsé- Tung foi líder do Partido Comunista Chinês até à sua morte, em 1976. Tendo instaurado um regime de terror, que levou à execução de vários inimigos políticos, o ditador veio a lançar, nos anos 50, uma reforma agrária que originou a maior onda de fome da História da Humanidade.

Joseph Stalin

Ainda que seja difícil calcular o número de mortes exatas, provocadas pelo regime de Stalin, estima-se que o valor ronde os 43 milhões. No ano de 1928, assumiu o poder na antiga União Soviética, que veio a governar ditatorialmente durante 25 anos. Começando por promover a industrialização do país, rapidamente passou à implementação de medidas que vieram a culminar na criação de um estado de terror policial. Após o seu envolvimento na Segunda Guerra Mundial, Joseph Stalin era já um dos ditadores mais sanguinários de sempre.

Adolf Hitler

Ao mais famoso de todos os ditadores é atribuído um total de cerca de 21 milhões de mortes. Hitler foi líder do Partido Nacional Socialista durante dois anos, até que, em 1930, chegou ao governo alemão. O seu regime ditatorial teve início assim que subiu ao poder, com a exterminação de opositores, e acabou por culminar com a Segunda Guerra Mundial. Enquanto esteve no poder, Hitler incentivou o genocídio organizado, que assassinou em massa judeus, ciganos, dissidentes políticos, homossexuais, deficientes físicos e mentais, e outras minorias.

Kublai Khan

Neto de Genghis Khan, outro grande ditador desta lista, Kublai Khan viveu entre 1215 e 1294, tendo sido responsável por 19 milhões de mortes. Após atacar e derrotar a China, tornou-se, em 1271, no primeiro imperador da dinastia mongol a governar o país. Além das guerras que provocou em várias partes da Ásia, os seus soldados eram conhecidos pelas barbaridades cometidas contra civis, que incluíam estupros, assassinatos em massa e castrações de prisioneiros.

Tseu-Hi

A única mulher da lista dos maiores ditadores de sempre foi responsável pela perda de 12 milhões de vidas humanas. Começando por ser uma das concubinas do Imperador Xianfeng, Tseu-Hi veio a dar à luz o seu único filho, em 1856. Após a morte do Imperador, quando o filho tinha apenas seis anos, Tseu-Hi assumiu o poder da China da Dinastia Qing. Durante 47 anos, a Imperatriz foi a responsável por diversas rebeliões, numa época que ficou marcada pela profunda repressão. Uma das mais importantes rebeliões, ocorrida em 1900, tinha como objetivo expulsar todos os estrangeiros do território chinês, tendo vindo a provocar uma quantidade imensa de mortes e a devastação de várias províncias.

Leopoldo II

É difícil quantificar as perdas populacionais decorrentes da ação do rei da Bélgica, Leopoldo II. Ainda assim, estima-se que o valor ronde os 10 milhões de mortes, na sequência das indiscriminadas perseguições e matanças que o monarca promoveu no continente africano. Tendo como ideal a criação do Estado Livre do Congo, Leopoldo II não olhou a meios para atingir os fins, iniciando um período de verdadeira barbárie, desde que ocupou o trono, em 1865. Para além de todos os assassinatos a sangue frio, o rei foi responsável por incontáveis agressões a militares, fome, disseminação de doenças tropicais, bem como pela introdução da prática de decepar membros.

Chiang Kai-Shek

Chiang Kai-Shek, responsável por cerca de 10 milhões de mortes, liderou o governo nacionalista chinês entre os anos de 1928 e 1949, altura em que incitou um golpe de estado que veio a revelar-se num dos mais sangrentos. Após massacrar milhares de militantes comunistas, seguiu-se uma guerra civil, da qual o general viria a sair derrotado, tendo fugido para Taiwan, onde exterminou cerca de 20 mil habitantes. Chiang Kai-Shek governou Taiwan durante quase três décadas, num regime marcado por assassinatos coletivos, torturas, corrupção, repressão e prisões sem julgamento.

Genghis Khan

Genghis Khan foi um dos maiores conquistadores da História, tendo liderado os mongóis em ações militares que vieram a provocar a morte a 4 milhões de asiáticos. O guerreiro mongol construiu um império que ia da Ásia à Europa, através de um regime destrutivo, marcado pelas imensas mortes e caos económico. As atrocidades cometidas por Genghis Khan instauraram um regime de verdadeiro terror psicológico, já que o temível guerreiro era capaz de aniquilar populações inteiras que ignorassem os seus ultimatos.

Hideki Tojo

Antes de Hideki Tojo ser primeiro-ministro japonês, durante o período da Segunda Guerra Mundial, em 1936, o militar comandou as tropas japonesas na Manchúria, promovendo bárbaros massacres contra a população local. Julgado e condenado por crimes de guerra, Hideki Tojo foi um dos principais apoiantes do acordo com os nazis e com os fascistas, que deram origem ao Eixo. No total, estima-se que Tojo tenha sido responsável por aproximadamente 4 milhões de mortes.

Pol Pot

Pol Pot liderou o governo comunista do Camboja entre 1971 e 1975, tendo sido responsável pela morte de cerca de 2 milhões de pessoas. Pol Pot retirou, em massa, as populações das cidades cambojanas, enviando-as para campos de concentração no interior do país. As ações do ditador cambojano culminaram no assassinato de milhões de pessoas e no caos económico, que originou uma vaga de fome e doenças. As consequências do seu regime, marcado pela profunda repressão política, são ainda evidentes no Camboja dos dias de hoje.

Atualizado em 05/05/2016